Despertar para a fotografia Parte I
- 16 de mar. de 2017
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Acredito que como tudo em nossa vida....isso me foi herdado de meus pais. Meu pai mais precisamente.
Nunca vi, pessoa que gosta mais de fotografia do que meu pai...de tirar fotografia. registrar tudo na sua frente....
Meu pai sempre esteve viajando por causa do trabalho - ele é músico ( percussionista ).
( Não que tenha passado a infância achando que ele era distante, muito pelo contrário, meu pai foi uma pessoa muito presente na minha vida e de meus irmãos - 0% reclamação...100% orgulho )
Mas foi através de suas histórias e imagens trazidas ( em fotos e vídeos ), que conhecíamos o seu cotidiano em suas viagens, as pessoas o qual ele conhecia por esse caminho, os shows feitos ao redor do mundo, culinária, cultura, arquitetura, perrengues.....sentimentos expressos e congelados naquele instante e parado no tempo para sempre ( lembranças materializadas ali na nossa frente ). Junto com sua narrativa, souvenirs e filmagens, era como se eu e meus irmãos entrássemos nas histórias passadas pelo meu pai, como se estivéssemos vivenciando tudo aquilo que nos era apresentado. Sentindo os sabores, cheiros, sorrindo junto com as imagens quando se imaginávamos. Vendo, ouvindo e interagindo com o ambiente e com as pessoas o qual ele contava ( e ainda conta ) em nossas mentes.
Achava e acho isso fascinante.....expressar o que quiser se expressado e transformá-lo em algo imortal através de lentes e principalmente do olhar de quem está expressando o momento.
“Não fazemos uma foto apenas com uma câmara; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos.” Ansel Adams







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